Hoje olhando uma fotografia antiga
minha me lembrei do dia em que a bati. Me lembrei que o motivo de eu estar
sorrindo nela era o fato de eu estar indo te encontrar.
Foi pouco mais de seis meses. Pareceu uma vida.
Foi pouco mais de seis meses. Pareceu uma vida.
É estranho pensar em você hoje. Não porque eu fique
triste nem porque ainda goste de você, na verdade, eu não fico e nem gosto. É
estranho porque hoje não consigo sentir mais nada quando penso em você, nem sequer raiva. É como se seu nome, seu
rosto, significassem um imenso vazio. Seis meses de vazio. É tudo o que eu
sinto quando me lembro de você ou do tempo que passei com você.
Claro que eu não me esqueci. Não esqueci nenhum momento, nem feliz, nem triste, nem os que me fez raiva, nem os que me beijou. Eu apenas não consigo sentir nada quando me lembro deles. É como assistir a um clipe onde a bailarina dança sem o som, você vê os movimentos, mas não pode acompanhar sua dança porque não existe um ritmo a ser dançado.
É como se tudo fosse apenas uma história que me contaram. Não fui eu quem a vivi. Não era eu naquela fotografia. Nunca foi meu o sorriso naquele rosto.
